Mackenzie Paraná (FEMPAR) Medicina 2026 – Circunferências Tangentes | Questão 79 Resolvida

Sabe-se que uma circunferência C está no 1º quadrante de um plano cartesiano tangenciando simultaneamente o eixo das abscissas, o eixo das ordenadas e a circunferência de equação

\((x-21)^2+(y-4)^2 = 16\)

A quantidade de possíveis valores para o raio da circunferência C é

(A) 0.
(B) 1.
(C) 2.
(D) 3.
(E) 4.

Para melhor diferenciar, vamos chamar o centro da circunferência C de Ca e o centro da circunferência cuja equação foi dada de Cb.

A circunferência C, por tangenciar eixos x e y e, também estar no primeiro quadrante, deve ter centro \(C_a(a,a)\) e raio \(r_a=a\). Isso nos dá:

\(C: (x-a)^2 + (y-a)^2 = a^2\)

Precisamos descobrir a quantidade de valores possíveis para a.

A circunferência de equação \((x-21)^2+(y-4)^2 = 16\), tem centro \(C_b(21,4)\) e raio \(r_b= \sqrt{16} \Rightarrow r_b = 4\)

Existem duas situações de tangência a a considerar:

  • Circunferências tangentes exteriormente
  • Circunferência tangentes interiormente

Tangentes exteriormente

Neste caso, teremos que a distância entre os centros das circunferências é igual a soma dos raios.

\(d_{C_aC_b}=r_a+r_b\)

\(\sqrt{(a-21)^2+(a-4)^2} = a+4\)

Elevando ambos os lados ao quadrado:

\((a-21)^2 + (a-4)^2 = (a+4)^2\)

\(a^2 -42a + 441 + a^2 -8a + 16 = a^2 + 8a + 16\)

\(a^2 -42a + 441 + a^2 -8a + 16 – a^2 – 8a – 16 = 0\)

\(a^2 -58a +441 = 0\)

Temos uma equação do segundo grau e, inicialmente vamos encontrar seu discriminante

\(\Delta = (-58)^2 – 4 \cdot 1 \cdot 441\)

\(\Delta = 3364 – 1764\)

\(\Delta = 1600\)

Como \(\Delta > 0\), sabemos que temos duas raízes distintas, porém, precisamos garantir que essas raízes tenham valores positivos pela restrição do 1º quadrante.

Note que pelo método da soma e produto, temos:

Produto = +441 (Produto positivo, logo as raízes têm o mesmo sinal)
Soma = 58 (Soma positiva, logo as raízes são positivas)

O exercício não pediu para calcular quais os valores de a, e sim quantos são os raios possíveis, temos, por enquanto, duas possibilidades para o raio a.

Seria perda de tempo durante um vestibular querer encontrar as raízes da equação, por isso, apenas por curiosidade, vamos desenvolver o cálculo das raízes.

\(\dfrac{-(-58) \pm \sqrt{1600}}{2 \cdot 1} = \dfrac{58 \pm 40}{2}\)

\(a_1 = \dfrac{58+40}{2} =\dfrac{98}{2} = \fbox{49}\)

\(a_2 = \dfrac{58-40}{2} =\dfrac{18}{2} = \fbox{9}\)

Tangentes interiormente

Neste caso, teremos que a distância entre os centros das circunferências é igual a diferença entre os raios.

\(d_{C_aC_b}=|r_a – r_b|\)

\(\sqrt{(a-21)^2+(a-4)^2} = |a-4|\)

Elevando ambos os lados ao quadrado:

\((a-21)^2 + (a-4)^2 = |a-4|^2\)

Como \( (a-4)^2 = |a-4|^2 \), podemos usar a lei do cancelamento:

\( (a-21)^2 = 0 \)

O que nos dá

\( a – 21 = 0 \)

\( a = \fbox{21} \)

Portanto, temos mais uma única possibilidade para a medida do raio a.

Podemos agora afirmar que há três valores possíveis para o raio da circunferência C.

O que nos dá como alternativa de gabarito: (D) 3.

Para melhor visualizar, veja a figura com as três circunferências tangentes:

Gráfico no plano cartesiano mostrando três circunferências diferentes no primeiro quadrante. Cada uma delas tangencia simultaneamente os eixos x e y e uma circunferência central fixa, ilustrando as três soluções possíveis para o raio.

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